Pra que ser organizado?

Desde o ensino fundamental eu sempre tive algum tipo de agenda. E na época eu não usava totalmente para o fim que ela é feita, eu simplesmente gostava de ter um lugar para escrever minhas bobagens de adolescente.

No entanto, sim, eu anotava datas de provas, prazos de entrega de atividade, aniversários, entre outras coisas. Eu simplesmente achava um máximo a ideia de ter uma agenda na mochila.

Os anos foram passando – cada ano uma agenda – as disciplinas na escola foram aumentando e então eu via cada dia mais claramente que o simples fato de ser uma pessoa organizada me trazia alguns benefícios.

A despeito do primário, – onde eu fui oradora da turma por ler extremamente bem – eu fui uma aluna mediana até o fim da faculdade, nunca morri de amores por estudar. Mas todas as notas altas, trabalhos excelentes e o TCC nota máxima não vieram desacompanhados  de uma boa organização.

Percebo o quanto esse assunto faz parte de mim quando me noto conversando quase euforicamente com alguém igualmente interessado, o que é raro acontecer, mas quando acontece eu agarro o momento.

Criei o blog também para ter onde derramar esse excesso de informação que venho adquirindo. Não me considero especialista em nada, obviamente. Não tenho nenhum tipo de certificação, ou algo parecido. Mas qualquer pessoa que puxar assunto, se me deixar, eu falo por 3 horas seguidas.

Eu bato na tecla da organização com todas as pessoas que eu amo e quero bem. E o que eu sempre digo a elas eu digo a você, meu(minha) leitor(a) lindo(a) e inteligente: organização não é frescura, não é coisa de mulherzinha.

Se organizar é não deixar sob responsabilidade do seu cérebro datas e prazos importantes. Por mais esperto que ele seja, às vezes, ele armazena informações idiotas e deleta as importantes. Se organizar é saber o que você precisa fazer, e assim, economizar energia.

Pensar no que você tem que fazer, além de desgastante, é arriscado porque na maioria das vezes você acaba fazendo nadinha. E por fim, ser organizado te dá vantagem, as pessoas confiam mais em você, você se sente capaz de conseguir qualquer coisa.

O que eu mais quero para mim em 2022 é equilíbrio. Olhar para as principais áreas da minha vida e ver que estou conseguindo dar atenção suficiente a cada uma. Não quero perfeição em nenhuma delas, só não quero me sentir frustrada com a minha vida profissional.

Não quero olhar meu planejamento financeiro e ver que não sobra dinheiro para investir. Não quero olhar para a minha saúde e me dar conta de que a minha má alimentação está impactando negativamente a minha energia e aparência.

Com o básico de organização eu consigo dedicar tempo a cada um desses pontos que no momento são os de maior peso para mim. Hoje eu trabalho de segunda a sexta, 8 horas por dia. Cada janela de horário livre eu tento encaixar ações e tarefas que vão de encontro aos meus objetivos junto a essas áreas.

Não sou fanática por organização, aliás, tem dias que eu só quero ficar existindo. No entanto, mais uma vez: não tem que ser perfeito, só precisa ser perfectível.

Cada dia é um dia que eu posso escrever do jeito que eu quiser. Sempre tentando ser melhor. Mas eu levo a sério, até porque essas coisas não são coisas isoladas que eu procuro para melhorar. São coisas que somando significam a minha vida.

E então, o que me ajuda muito a não enlouquecer tentando “dar conta de tudo” é ter esse lugarzinho onde eu escrevo as coisas importantes. Veja bem, as coisas importantes. Querer abraçar o mundo é o que desiquilibra geral.

A gente têm que saber o que é importante de verdade e concentrar as energias nessas coisas. Nossa energia é limitada, e o tempo é o recurso mais escasso que a gente têm simplesmente pelo fato de ser irrecuperável.

E aí, sempre que você achar que não está sobrando tempo, dê uma recapitulada nos seus dias, o que você anda fazendo com as suas 24 horas?

Primeira noite na nova casa

Minha cabeça não para. São muitos pensamentos ao mesmo tempo. Estou deitada na nova cama, na nova casa e no novo bairro. O sentimento desse momento não é o que eu esperava. Eu sabia que ia sentir um pouco de medo, mas não sabia que ia ficar tão agitada assim. Eu achei que seria mais ação. Mais euforia e menos estagnação.

Não vou conseguir dormir tão cedo pois o processo de mudança foi cansativo, então eu dormi a tarde toda. Está frio e aqui é confortável, mas meus pensamentos mudam de um a outro em menos de um segundo e isso está me deixando nervosa.

Estou ansiosa para saber como é acordar aqui. Fazer café, tomar banho, ler e sair pro trabalho… Estou ansiosa para ver como a minha produtividade vai aumentar. Não tenho mais desculpas para procrastinar. Aqui tenho meu espaço e tranquilidade para trabalhar.

Antes de pegar o laptop para escrever, eu estava deitava olhando pro teto com a minha mente a mil por hora. E assim que pensei em escrever, pensei também porque não peguei o laptop logo, antes de quase surtar com tantos pensamentos.

Eu sei que essa foi uma decisão e tanto. Uma mudança brusca na minha rotina e na minha vida. Agora sou eu e eu por mim. É a minha chance de fazer dar certo. De realizar tudo o que eu venho planejando e planejando; um loop de planejamento sem fim.

Vai dar tudo certo.

O que é preciso para uma atividade virar hábito?

Todo mundo, em algum momento da vida, já tentou cultivar um novo hábito. Ler, se exercitar, ter uma alimentação saudável… Mas a maioria dos que tentaram também sabe que não é coisa simples de se manter.

Dos 3 hábitos que citei, algum deles pode ser simples para uma pessoa, mas para outra pode ser o fim do mundo. E no que se refere a bons hábitos, cada um tem seus objetivos e prioridades singulares, mas as pessoas que decidem manter um hábito, certamente têm algumas características em comum como disciplina, foco e motivação.

Essas 3 palavrinhas às vezes se confundem mas cada uma tem sua essência e papel bem definidos quando decidimos inserir algo novo em nossa rotina.

Abaixo vou colocar o conceito de cada uma e dar exemplos de como elas se manifestam no nosso dia a dia.

DISCIPLINA

Obediência às regras; comportamento constante, determinado.

Uma pessoa disciplinada obedece aos próprios comandos, realizando o novo hábito todos os dias(ou nos dias definidos), mesmo que não exista vontade para isso.

A gente sabe que o começo de seja-lá-o-que-for é sempre empolgante, mas a disciplina mostra as caras justamente quando a empolgação nos dá as costas. Por isso ela depende da força interior que nos faz ser insistentes a qualquer nova atividade, mesmo quando a animação do start já não existe.

Quando você tem disciplina você é seu próprio treinador, não precisa de ninguém no seu pé dizendo o que precisa ser feito.

FOCO

Visão de um propósito bem determinado; nitidez de uma imagem.

À exceção daqueles que acordam numa bela manhã de segunda e decidem – sem justificativa alguma – que querem começar a correr no parque, todos temos alguma justificativa para nossos queridos hábitos.

Nós costumamos começar as coisas com a expectativa lá em cima, isso é natural do ser humano. Mas os dias passam, a rotina pesa e sem perceber a gente esquece o porquê começamos. Quando isso vira um loop é uma tristeza.

Ter foco vai além de se manter concentrado em algo. O foco é necessário para que a justificativa – o porquê – não saia do nosso campo de visão. Quando estamos focados, é muito improvável que a rotina corrida e estressante embace a imagem de onde queremos chegar.

MOTIVAÇÃO

Razões pelas quais alguém age de certa forma.

Várias vezes ouvi pessoas comentando que algo as motivou a começar algum hábito. Um vídeo inspirador no YouTube, um depoimento de alguém que conseguiu aquilo que ela queria, ou simplesmente um post aleatório da vida de um desconhecido no Instagram.

Mas, na verdade, a motivação vem de dentro da gente. Além do conceito, a própria palavra diz tudo: é um motivo para uma ação. É o SEU motivo, e está ligado diretamente ao quanto esse hábito é importante pra você.

Sem subestimar o seu potencial, eu acredito que, assim como eu, você já largou alguns hábitos pelo caminho. Algumas vezes durante nossa jornada até aqui começamos coisas, fazemos planos, checklists, e contamos para Deus e o mundo para garantir que não vamos desistir.

E aí quase sem perceber, passamos por cima de todos os nossos motivos e razões.

Hoje eu tenho mantido 2 dos 3 hábitos que determinei ser de maior importância na minha vida no momento. Os 3 são fazer atividade física, ler todos os dias e meditar.

Ilogicamente, sentar de forma confortável e prestar atenção à respiração é o mais difícil pra mim. Mas sigo tentando. Five minutes. Day by day.

Ler é algo que faço naturalmente, no entanto, só conseguir ir pra academia todos os dias quando defini o melhor horário dentro da minha rotina, e por fim acabei reduzindo meu treino pela metade quando percebi que eu me desanimava ao pensar nas quase 2 horas que passaria ali dentro.

Na maioria das vezes a gente mesmo dificulta o processo quando não nos planejamos para encontrar janelas de horário para o hábito. Ou quando nos concentramos na intensidade e não a consistência. Mas isso é tão importante quanto o hábito em si porque a partir do momento em que defino um espaço de tempo para o hábito, o meu cérebro automaticamente registra, tornando mais difícil deixar de fazer. E se concentrar no “quanto” deve ser feito também é um tiro no pé porque na maioria das vezes só nos leva a desânimo e frustração.

Se você chegou até aqui, acredito que existe algum (ou alguns) hábitos que você quer que faça parte da sua rotina. O que está impedindo você de começar – ou, manter – esse hábito? Independentemente do que seja, a única forma de conseguir é se você for esperto e maior do que esse obstáculo.