6 razões para ter o hábito de leitura

Os livros sempre estiveram presentes na minha vida. No ensino médio era raro me ver sem algum livro na mão. Mas com a faculdade e o trabalho, fui deixando esse hábito em segundo plano por muito tempo. Agora em 2020, com a pandemia do coronavírus, eu comprei todos os livros do Harry Potter e decidi que com eles eu ia recuperar esse hábito de volta.

Na mosca. Não consegui mais parar. Mesmo agora, que a rotina voltou ao normal no trabalho, eu tento me organizar diariamente para ver que horas do dia posso reservar para ler. Às vezes, consigo ler 50 páginas. Às vezes, o cansaço vence e mal leio 10. Mas a parte mais difícil – que é retomar o hábito – eu já consegui.

Mas por que eu dou tanta importância a isso? Porque já está claro para mim que ler com frequência me trouxe algumas vantagens muito interessantes que eu vou falar aí em baixo.

Permite a você falar de forma mais bonita

Independentemente do que você decida ler, você pode conhecer novas palavras ou novas formas de falar algo, usando palavras que antes não faziam parte do seu vocabulário. Você não precisa se tornar uma pessoa que fala difícil em uma roda de amigos, pois isso soa um tanto esquisito. Mas é interessante poder falar em público, em uma apresentação no trabalho por exemplo, de uma jeito mais eloquente. O resultado disso é você com uma melhor capacidade de comunicação e maior facilidade de se fazer entender.

Eu particularmente, sempre tive dificuldade para falar em público devido ao nervosismo ou mesmo por ser um pouco tímida. O fato de a leitura sempre estar presente facilitou o processo muitas vezes porque, naturalmente, eu conseguia adquirir uma melhor capacidade de expressão e pude evitar muitas pausas vergonhosas durante as apresentações por não saber como explicar alguma coisa.

Melhor relação interpessoal

Demorei um pouco para entender o que a leitura tem a ver com a forma como nos relacionamos. Mas o que acontece é que quando lemos, temos contato com realidades diferentes da nossa, seja em um livro de ficção, uma biografia ou um livro de autoajuda. Passamos a ser mais flexíveis com a realidade do outro e adquirimos mais empatia.

Escrever melhor

Isso é um fato paralelo à melhoria da comunicação verbal, pois a capacidade de se expressar por meio da escrita também evolui a medida que você conhece novos termos e expressões. Isso também é legal porque dá para escrever o que quer que seja sem ser repetitivo e, ainda assim, escrever de forma compreensível e coerente sem se esforçar muito pra isso.

Ter mais concentração

Quem nunca leu um parágrafo inteiro e depois teve que reler novamente porque estava pensando só Deus sabe no que durante a leitura? Se quisermos entender o que o livro/artigo/jornal/revista está dizendo é preciso ter pelo menos um pouco de atenção. Então a prática nos estimula a manter o foco no texto, o que resulta em uma melhor capacidade de concentração.

Aumenta a criatividade

Quando nos envolvemos em alguma história, as experiências vividas pelos personagens torna mais fácil enxergar novas possibilidades no nosso cotidiano. Podemos nos reinventar, criar oportunidades, resolver problemas… Tudo isso por meio da leitura.

Ser mais inteligente

É meio óbvio, não é? Quanto mais lemos, mais sabemos.Isso independe do tipo ou tamanho do texto. Qualquer conhecimento pode ser útil (e até mesmo determinante) em algum momento da nossa vida pessoal, profissional ou acadêmica.

Lembro que durante a faculdade, eu costumava ler as revistas VEJA que o meu padrinho recebia mensalmente. Eu não lia um assunto específico, simplesmente lia de capa a capa. E não fazia isso por um motivo especial, eu só não podia gastar com livros pois já tinha os da faculdade para comprar. Então, aconteceu algumas vezes de eu saber explicar sobre algum assunto, que se não fosse essa prática, eu nunca saberia conversar a respeito. Por exemplo, o envolvimento da Odebrecht na lava jato. É uma sensação boa, sabe? Saber das coisas.

No cenário competitivo que estamos vivendo hoje, uma coisa é indiscutível: conhecimento é poder. E você pode não ter tudo agora, mas sai na frente quando corre atrás de mais conhecimento e não se satisfaz com pouco. Vou colocar aqui alguns exemplos de ótimos leitores para dar um empurrãozinho na criação desse hábito.

Sabe o Mark Zuckerberg? Aquele do Facebook? Então… Em 2015 ele colocou como meta ler um livro diferente a cada 2 semanas. A maioria dos livros era sobre histórias de sucesso, como a dele. Um dos livros que ele leu e recomendou foi Criatividade S/A que conta a história da Pixar.

O empresário, investidor e autor Mark Cuban também é um leitor ávido. Mark, que ainda é dono de um time de basquete, os Dallas Mavericks, já disse publicamente que lê mais de 3 horas por dia.

E o Bill Gates? Além de rico, bem sucedido e influente, o empresário da Microsoft ainda é um leitor famoso pelo seu apetite por livros. É através dos livros que ele expande o já enorme conhecimento que tem, lendo mais de 50 livros por ano.

Para colocar em prática esse hábito que “coincidentemente” essas pessoas de sucesso têm, você não precisa ler 3 horas por dia ou mais de 50 livros por ano. Mas é essencial ter a mesma paixão pelo conhecimento.

Se você não é muito fã da leitura, não adianta forçar, mas se contentar com o estado atual não vai ajudar em nada também. Então tente deixar o celular de lado por apenas alguns minutos por dia e substituir as horas olhando a vida alheia nas redes por um livro. Isso não só vai diminuir seu nível de estresse como também vai fazer você ser mais produtivo e melhorar um pouco mais a cada dia. Se as pessoas mais ocupadas e bem-sucedidas do mundo conseguem, você também pode.

Pra que ser organizado?

Desde o ensino fundamental eu sempre tive algum tipo de agenda. E na época eu não usava totalmente para o fim que ela é feita, eu simplesmente gostava de ter um lugar para escrever minhas bobagens de adolescente.

No entanto, sim, eu anotava datas de provas, prazos de entrega de atividade, aniversários, entre outras coisas. Eu simplesmente achava um máximo a ideia de ter uma agenda na mochila.

Os anos foram passando – cada ano uma agenda – as disciplinas na escola foram aumentando e então eu via cada dia mais claramente que o simples fato de ser uma pessoa organizada me trazia alguns benefícios.

A despeito do primário, – onde eu fui oradora da turma por ler extremamente bem – eu fui uma aluna mediana até o fim da faculdade, nunca morri de amores por estudar. Mas todas as notas altas, trabalhos excelentes e o TCC nota máxima não vieram desacompanhados  de uma boa organização.

Percebo o quanto esse assunto faz parte de mim quando me noto conversando quase euforicamente com alguém igualmente interessado, o que é raro acontecer, mas quando acontece eu agarro o momento.

Criei o blog também para ter onde derramar esse excesso de informação que venho adquirindo. Não me considero especialista em nada, obviamente. Não tenho nenhum tipo de certificação, ou algo parecido. Mas qualquer pessoa que puxar assunto, se me deixar, eu falo por 3 horas seguidas.

Eu bato na tecla da organização com todas as pessoas que eu amo e quero bem. E o que eu sempre digo a elas eu digo a você, meu(minha) leitor(a) lindo(a) e inteligente: organização não é frescura, não é coisa de mulherzinha.

Se organizar é não deixar sob responsabilidade do seu cérebro datas e prazos importantes. Por mais esperto que ele seja, às vezes, ele armazena informações idiotas e deleta as importantes. Se organizar é saber o que você precisa fazer, e assim, economizar energia.

Pensar no que você tem que fazer, além de desgastante, é arriscado porque na maioria das vezes você acaba fazendo nadinha. E por fim, ser organizado te dá vantagem, as pessoas confiam mais em você, você se sente capaz de conseguir qualquer coisa.

O que eu mais quero para mim em 2022 é equilíbrio. Olhar para as principais áreas da minha vida e ver que estou conseguindo dar atenção suficiente a cada uma. Não quero perfeição em nenhuma delas, só não quero me sentir frustrada com a minha vida profissional.

Não quero olhar meu planejamento financeiro e ver que não sobra dinheiro para investir. Não quero olhar para a minha saúde e me dar conta de que a minha má alimentação está impactando negativamente a minha energia e aparência.

Com o básico de organização eu consigo dedicar tempo a cada um desses pontos que no momento são os de maior peso para mim. Hoje eu trabalho de segunda a sexta, 8 horas por dia. Cada janela de horário livre eu tento encaixar ações e tarefas que vão de encontro aos meus objetivos junto a essas áreas.

Não sou fanática por organização, aliás, tem dias que eu só quero ficar existindo. No entanto, mais uma vez: não tem que ser perfeito, só precisa ser perfectível.

Cada dia é um dia que eu posso escrever do jeito que eu quiser. Sempre tentando ser melhor. Mas eu levo a sério, até porque essas coisas não são coisas isoladas que eu procuro para melhorar. São coisas que somando significam a minha vida.

E então, o que me ajuda muito a não enlouquecer tentando “dar conta de tudo” é ter esse lugarzinho onde eu escrevo as coisas importantes. Veja bem, as coisas importantes. Querer abraçar o mundo é o que desiquilibra geral.

A gente têm que saber o que é importante de verdade e concentrar as energias nessas coisas. Nossa energia é limitada, e o tempo é o recurso mais escasso que a gente têm simplesmente pelo fato de ser irrecuperável.

E aí, sempre que você achar que não está sobrando tempo, dê uma recapitulada nos seus dias, o que você anda fazendo com as suas 24 horas?

Quando a falta de clareza paralisa

Hoje. Mais um dia em que coloquei o despertador para tocar antes das 6 sem ter planejado nada na noite anterior – reflexo dessa minha fase de total falta de metas. Fiquei em pé na beira da cama, batendo o pé de leve por alguns minutos antes de decidir o que fazer: ler? Estudar? Escrever no blog? Optei pela última atividade por ser a que me exige menos preparação e esforço.

Eu prometi que não iria me livrar de nenhuma tentativa de texto mesmo que esse aqui, por exemplo, terminasse nesse segundo parágrafo e sem nenhum assunto importante declarado. Preciso entender que todo e qualquer momento em que eu decido abrir uma folha em branco, é a minha mente querendo falar e me dar mais uma oportunidade de clareza.

Falando em clareza, nesse momento estou em frente a uma bifurcação e a falta de clareza está me impedindo de decidir qual caminho tomar. Qual das minhas duas grandes paixões eu quero transformar em carreira? Eu sei que com foco, paciência, amor e dedicação eu consigo me manter financeiramente, seja qual for a minha decisão. Mas o medo não me deixa decidir. Medo de abrir mão da opção que me faria mais feliz, medo da demora para ter resultado, medo de não dar certo e ter que encarar outra bifurcação mais uma vez. E por fim, medo das consequências da minha própria decisão.

Decisões… Mudanças… O futuro…

Eu adoraria dizer que sou uma mulher-muito-bem-resolvida-obrigada e que a incerteza sobre o futuro não me assusta nenhum pouquinho. Queria poder afirmar em voz alta pra mim, e pra todos que eu até gosto dessas coisas, e que apreciar o risco está no meu DNA empreendedor. Piada. Eu me borro toda, essa é a verdade.

A questão aqui é que apesar de parecer, eu não tenho mais 13 anos. Ninguém vai pegar na minha mão e mostrar o que fazer. Eu sei que é normal sentir medo, mas sei também que quando o medo começa a paralisar, é sinal que já passou da hora de rever as coisas – o perigo está instaurado.

A zona de conforto seduz facinho um coração indeciso e em troca ela nos dá o risco de não sair do lugar. E aí pegamos o risco com as mãos, observamos de perto, reviramos ele de todas as formas a procura de uma razão pra não deixarmos a zona de conforto. Aceitar a mediocridade é a decisão mais fácil porque nos poupa energia, mas esse negócio de poupar energia é o modus operandi do nosso cérebro – e isso é outra armadilha que  precisamos evitar.

Não sou o tipo de pessoa que só dá ouvidos ao coração, deixando o cérebro de lado. Mas já sei que um cérebro em modo automático não é inteligente, e sim prático. Ele tende a escolher a opção de menor consumo de energia. E se tem uma coisa que consome nossa energia é enfrentar os nossos próprios medos; decidir e encarar os desafios e consequências da nossa decisão.

Então… Vamos lá, né? Porque como diz meu querido pai, eu não estou ficando mais nova a cada dia – eis um encorajamento carregado de pressão, mas que faz todo o sentido. Não preciso correr contra o tempo para decidir, minha vida não depende disso, mas meus sonhos e a minha paz de espírito sim.

Prometo que até o próximo sábado vou estar entrando por um dos caminhos dessa bifurcação.

See u

Lu ❤